Uns têm tudo outros não têm nada...

 As desigualdades sociais são cada vez mais acentuadas, e esta é uma situação que me deixa “mal”. Ver a pobreza na televisão, nos jornais, é muito diferente de a ver ao vivo, pois eu já vi e fiquei impressionada, e nós estamos sempre a lamentarmo - nos por qualquer motivo, por muito insignificante que seja. O mal é que a pobreza é indiferente para muitos e por vezes, nem todos estão dispostos a ter um bocadinho menos para poder ver um sorriso na cara de uma pessoa. Apesar disto, há cada vez mais associações e cada vez mais pessoas a aliarem-se a causas para ajudar os outros, o que para uns não tem qualquer valor, para muitos é a resolução de problemas. O combate à fome tem sido um tema muito abordado mundialmente, também as catástrofes naturais que ocorrem nos países em desenvolvimento, a única esperança que têm em voltar a vê-los a renascer é a ajuda de outros países. Nem todos tiveram a oportunidade de poder ter nascido num país como o nosso, em que o trabalho está ao alcance de todos e onde não há guerras nem conflitos, ainda conseguimos ser um povo feliz. Tal como as figuras abaixo sugerem são opostas enquanto que uma mostra claramente a pobreza e a infelicidade outra mostra os luxos que apenas estão acessíveis a poucos. A ajuda é necessária para que o mundo funcione melhor e criar uma maior harmonia entre todos.


Uma marca para a vida...


Quando fui pela primeira vez a África, tinha eu 11 anos, fiquei encantada com as praias, o mar era quente, a temperatura ambiente era fantástica, mas o que mais me marcou nessa viagem não foi isso. A pobreza e a miséria daquele povo foi o que me chocou, nunca tinha visto nada assim, pessoas que não tinham casa, crianças subnutridas. Naquela idade posso dizer que fiquei transtornada, ver estes problemas que ao vivo é muito diferente de os ver através dos noticiários. Então, vou contar uma história breve que me deixou de lágrima no olho. Estava eu a passear numa das muitas ruas e estava a preparar para comer um lanche que a minha mãe me tinha dado, quando um rapaz, que tinha por volta da minha idade, magríssimo e descalço e tinha apenas umas cuecas me disse podes-me dar o teu lanche que já não como há 2 dias. Eu fiquei sem reacção, como se o tempo tivesse parado, mas de imediato dei-lhe tudo que tinha nas mãos, e este sorriu com um sorriso de orelha a orelha, sorriso esse que nunca mais o vou esquecer.

São pequenas, grandes histórias como esta que ficam na nossa memória para sempre, desde então sempre tive um sonho, ir fazer voluntariado para África, ainda não o concretizei mas gostava de o fazer...
IMPORTANTE :  Dar valor aquilo que temos...
















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